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EPQIM


EPQIM

ENCONTRO PAULISTA
QUESTÕES INDÍGENAS
E MUSEUS

O Encontro Paulista Questões Indígenas e Museus (EPQIM) é realizado anualmente pelo Museu Índia Vanuíre, em Tupã, por meio da parceria entre a Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, a ACAM Portinari – Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari e o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. Tem como objetivo promover debates sobre a preservação e difusão de patrimônio cultural indígena com a participação de profissionais de arqueologia, etnologia, antropologia, museologia e demais interessados.

Os museus etnográficos desempenham papel primordial nessa discussão, mas deve ser evidenciado que eles passam por transformações estruturais visando aos processos de democratização, dos quais o patrimônio é parte integrante. Além disso, é preciso destacar a importância dessas instituições como agências de preservação e educação, lugares de memórias e de construções de identidades. Por mais de um século, os museus foram autorizados a exercer um discurso acerca do outro cultural, sob as óticas colonialistas e/ou classificatórias. Dessa forma, participaram da construção de um imaginário sobre o indígena que deve ser evidenciado a partir de novos debates.

Contemporaneamente, os museus etnográficos estão se requalificando, ou seja, buscam uma renovada função social, o que equivale a dizer que passam por uma remodelação curatorial, compreendida como reformulação de discursos, ampliação de olhares e narrativas, readequação metodológica e técnica e reenquadramento em face dos avanços das ciências sociais e humanas, dentre outras questões primordiais inerentes ao processo museológico. Outro movimento que deve ser destacado é a crescente participação indígena em processos de musealização.

Cada vez mais povos indígenas atuam como sujeitos da preservação dos seus patrimônios, o que consiste em tomada de poder sobre processos patrimoniais e museais. São vários os museus indígenas no Brasil e inúmeros os exemplos de ações em torno deles, experiências únicas engendradas por sujeitos comprometidos com suas próprias trajetórias e sujeitos reguladores de seus processos culturais.

A partir dos debates promovidos pelo EPQIM surgiu um movimento de criação de museus indígenas no oeste paulista, sendo eles: Museu Wowkriwig (Kaingang – T.I. Vanuíre), Museu Akãm Oram Krenak (Krenak – T.I. Vanuíre), Museu Nhandé Manduá-Aty (Guarani Nhandewa – Aldeia Nimuendaju, T.I. Araribá), Museu T.I. Icatu – em formação (Kaingang e Terena – T.I. Icatu) e Museu Terena – em formação (Terena – Aldeia Ekerua, T.I. Araribá). Esses museus são lugares de discursos, narrativas, memórias, identidades, legitimação e, por tudo isso, empoderamento.

Confira as programações completas de todas as edições do Encontro Paulista Questões Indígenas e Museus:

I EPQIM | 2012

 

Questões indígenas e museus – debates e possibilidades

Período: de 1 a 3 de maio de 2012

Local: Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre

O I Encontro Paulista Questões Indígenas e Museus e o III Seminário Museus, Identidades e Patrimônio Cultural teve como objetivos gerais ampliar a discussão sobre a revisão pela qual os museus etnográficos passam e trazer à luz os elementos que possam colaborar para a construção de novos e renovados sentidos para as coleções etnográficas, alinhados com os movimentos indígenas, sobretudo aqueles de natureza museal. Primeiro debate que se deu no Estado de São Paulo, um primeiro passo, considerando um cenário museológico mais amplo. Os objetivos específicos foram:

  • aproximar os museus etnográficos do movimento de legitimação e empoderamento de processos de musealização por povos indígenas
  • refletir sobre processos patrimoniais como ações de democratização da cultura e dos museus
  • pensar sobre o papel das coleções etnográficas e as formas como são sendo gestadas
  • discutir sobre as formas como os museus etnográficos estabelecem a comunicação com o público (indígena ou não), construindo possibilidades de apropriação e ressignificação das mensagens museológicas

Temas focos do evento:

  • O papel social dos museus etnográficos
  • Patrimônio e processos de patrimonialização da cultura material e imaterial indígena
  • Ressignificação de coleções etnográficas
  • Comunicação museológica e o alcance educacional dos museus etnográficos

PROGRAMAÇÃO

1º de maio

Credenciamento

Abertura dos trabalhos

Conferência magistral – As questões indígenas e os museus

José Bessa Freire (PPGMS – Programa de Pós-graduação em Memória Social da UniRio)

Apresentação – Coleções etnográficas em museus de São Paulo

Apresentação de um aspecto do diagnóstico realizado no Estado de São Paulo sobre o “estado da arte” dos museus paulistas. Interessa-nos conhecer dados, para futuras articulações, sobre artefatos ou coleções etnográficas nos museus do Estado: onde estão, como estão, como as coleções estão organizadas, dados de formação etc. Visamos com essa sessão tomar ciência de quanto os museus do Estado voltam-se, ou não, para a temática indígena. Com Renata Vieira da Motta (SISEM – Sistema Estadual de Museus da SEC-SP).

Palestra – Patrimônio: ampliação do conceito e processos de patrimonialização

Por séculos, “patrimônio” remetia a algo dado, seleção e disseminação centralizada sobre aquilo que hoje entendemos como direito coletivo. Porém, a concepção material de patrimônio é hoje irrestrita, ampliando-se para o intangível que, por sua natureza, tem diversos e diferentes alcances, múltiplos e fragmentários sentidos atribuídos e apreensão plural. Foi compartilhado com os presentes novas concepções de patrimônio, além de uma reflexão sobre como o status patrimonial vem sendo construído por diversos agentes e como se geram novas narrativas. Foi também problematizado as questões relacionadas ao patrimônio, demonstrando a sua complexidade. Com Regina Abreu (PPGMS – Programa de Pós-Graduação em Memória Social da UniRio). Debatedores: Maria Cristina Oliveira Bruno (MAE/USP), Representantes Kaingang e Krenak da T.I. Vanuíre, Representantes Kaingang e Terena da T.I. Icatu.

2 de maio

Mesa-Redonda – Museus e suas problemáticas

Três museus universitários discorreram – a partir de inserções específicas – sobre seu papel social. Do ponto de vista da gestão, abordaram suas políticas, estruturas de organização e funcionamento e outras informações que corroboraram para uma discussão sobre o papel dos museus etnográficos em contextos universitários. Algumas das indagações foram: como se formaram e desenvolveram; como geraram/geram coleções etnográficas; o que os diferencia de museus etnográficos não universitários; como se aproximam ou distanciam da sociedade? Com Nei Clara de Lima (Museu Antropológico da UFGO) e Marcia Rosato (Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR).

Mesa-Redonda – Curadoria: coleções etnográficas

Curadoria é o conjunto de ações organizadas em sinergia em torno do objeto museológico. Nesta mesa-redonda foi tratada das ações curatoriais relacionadas ao estudo e salvaguarda das coleções etnográficas, considerando as linhas de pesquisa e a geração e sistematização da informação. O objetivo foi de entender qual o papel dos museus e das coleções etnográficas na construção de conhecimento etnológico e etnográfico, assim como discorrer sobre organização de coleções e formas documentais que respaldem as discussões contemporâneas sobre museus etnográficos. Com Ione Helena Pereira Couto (Museu do Índio, Funai), Fátima Nascimento (Museu Nacional, UFRJ) e Laura Perez Gil (Museu de Arqueologia e Etnologia, UFPR).

3 de maio

Mesa-Redonda – Curadoria: exposição, educação e público

Seguindo a concepção de curadoria adotada, a mesa-redonda teve como contribuição a apresentação de projetos e reflexões sobre aspectos comunicacionais em museus etnográficos, levando em conta a estruturação de situações diversas e a recepção, as condições de produção e a apropriação pelo público. O eixo de interesse foi a qualidade comunicacional e a recepção, ou seja, a capacidade dos museus etnográficos de gerarem questionamentos e indagações para si e para o seu público. Se os museus etnográficos buscam renovados sentidos para suas coleções, essa responsabilidade deve ser compartilhada com o público, a partir de estratégias comunicacionais. Com María Marta Reca (Museu de Ciências Naturais, Universidad de La Plata, Argentina), Cynthia Vidaurri (National Museum of the American Indian – NMAI, Smithsonian Institution, Washington, DC, EUA) e Camilo de Mello Vasconcellos (MAE/USP).

Painel – Ações cooperativas

A sessão foi dedicada para conhecer duas experiências cooperativas que envolveram pesquisadores e grupos indígenas ou outros grupos. Com Demián Ortiz (México), Louise Alfonso e Márcia Lika Hattori (Museu Histórico e Arqueológico de Lins e MAE/USP) e Fabíola Andréa Silva (MAE/USP).

Memória dos 100 anos da “pacificação” dos Kaingang no Oeste de São Paulo

Lançamento – Centro de Referência Kaingang 2012

Contribuições para política e diretrizes, como subsídios para a criação de um Centro de Referência Kaingang no Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre. O que motivou a criação do Centro é o contexto histórico, a proximidade das terras indígenas Vanuíre e Icatu e a base institucional necessária existente. A ideia é a organização de uma estrutura que viabilize a reunião de informações, publicações e outras mídias, coleções etc., para sistematização e disponibilização aos Kaingang, aos professores indígenas, pesquisadores e interessados em geral. Com a reunião de pesquisadores e lideranças, foram levantados elementos relevantes para a formatação de um projeto para o Centro de Referência Kaingang. Apresentação: Marília Xavier Cury (MAE/USP). Participação especial: Josué Carvalho (Observatório de Educação Escolar Indígena, UFMG); Niminon Suzel Pinheiro (Centro Universitário de Rio Preto – Unirp); Juracilda Veiga (Núcleo de Estudos de População – Nepo, Universidade Estadual de Campinas – Unicamp); Robson Antonio Rodrigues (Fundação Araporã); Valdenice Cardoso Soares Vaiti (Diretora da Escola de Educação Indígena da T.I. Vanuíre); Adriano Campos (Diretor da Escola de Educação Indígena Maria Rosa da T.I. Icatu).

Encerramento

 

II EPQIM | 2013

 

Questões Indígenas e Museus: Enfoque Regional para um Debate Museológico

Período: de 6 a 8 de agosto de 2013

Local: Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre

Em 2013, o II Encontro Paulista Questões Indígenas e Museus foi realizado em agosto, junto com a II Semana Tupã em Comemoração ao Dia Internacional dos Povos Indígenas. O evento propôs aprofundar o debate sobre a pesquisa e a problemática indígena do oeste, a educação patrimonial em museus, as ações desenvolvidas pelo Centro de Referência Kaingang do Museu Índia Vanuíre, além de discutir os recentes estudos a respeito das questões indígenas. Contou com apresentações institucionais de museus arqueológicos e indígenas do oeste do Estado de São Paulo.

Já a II Semana Tupã em Comemoração ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, propôs atividades com o objetivo de ampliar as reflexões sobre os assuntos indígenas na atualidade, e aproximou a comunidade tupãense e de outros municípios das culturas indígenas, em especial dos habitantes das terras (T.I.) Vanuíre e Icatu, povos de origem Kaingang, Krenak e Terena. Durante cinco dias, na Praça da Bandeira, a instituição ofereceu oficinas de língua Krenak, de confecção de zarabatana, de culinária, de ocas em miniatura, de técnicas de trançado, de pintura corporal, apresentações de dança e música, além da Feira de Artesanato e Culinária Indígena.

PROGRAMAÇÃO

6 de agosto

Credenciamento

Abertura

Debate – Pesquisa e a problemática indígena do oeste

Apresentou e discutiu pesquisas sobre questões indígenas no oeste de São Paulo, com abordagens arqueológica, antropológica e museológica. Com Juliana Aparecida Rocha da Luz, Neide Barrocá Faccio (Unesp/Presidente Prudente), Niminon Suzel Pinheiro (Unirp), Robson Antônio Rodrigues (Fundação Araporã), Marília Xavier Cury (MAE-USP). Coordenação: Louise Alfonso.

Debate – Educação patrimonial em museus e participação

Discutiu objetivos, estratégias e metodologias adotadas em ações educacionais comprometidas com a participação de segmentações sociais. Avanço em discussões metodológicas e compromissos com comunidades tradicionais, dentre elas as indígenas, conhecer e debater ações educacionais voltadas às histórias e problemáticas indígenas. Com Marcia Lika Hattori (MAE-USP), Carla Gibertoni Carneiro (MAE-USP), Louise Alfonso (Zanettini Arqueologia), Camilo de Mello Vasconcellos (MAE-USP). Coordenação: Marília Xavier Cury.

Centro de Referência Kaingang – Avanços e Perspectivas

Apresentar para discussão as diretrizes e ações desenvolvidas pelo Centro de Referência Kaingang do Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre. Com Marília Xavier Cury (MAE-USP) e Denise Yonamine (Museu Índia Vanuíre).

7 de agosto

Reconhecimento – Museus 1

Apresentou propostas de museus arqueológicos e/ou indígenas de São Paulo, promovendo trocas e parcerias. Participações do Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara; Centro de Museologia, Antropologia e Arqueologia (Unesp/Presidente Prudente); Museu de Arqueologia de Iepê; Museu Água Vermelha (Ouroeste). Debatedora: Niminon Suzel Pinheiro.

Debate – Pesquisa e Reflexão 1

Levantou pontos para debate e conhecimento, e discutiu pesquisas recentes ou em andamento sobre questões indígenas, refletindo sobre a relação com o museu a partir de distintos pontos de vista. Com Pedro Libanio (UniRio), Laércio Fidélis Dias (Unesp/Marília), Josué Carvalho Kanhgág (UFMG). Coordenação: Robson Rodrigues.

Conversa sobre a cultura Kaingang hoje com Kujá Jorge Garcia Kanhgág

Presença do Kujá Jorge Garcia Kanhgág (sábio Kaingang da T.I. Nonoai/RS). Mediação: Josué Carvalho Kanhgág. Visita à exposição temporária KANHGÁG – Arte, Cultura Material e Imaterial.

8 de agosto

Reconhecimento – Museus 2

Proposta de museus arqueológicos e/ou indígenas de São Paulo, promovendo trocas e parcerias. Participação Museu Histórico e Arqueológico de Lins, Centro Regional de Arqueologia Ambiental (MAE-USP/Piraju), Museu Histórico e Pedagógico Marechal Cândido Rondon (Araçatuba), Museu de Antropologia do Vale do Paraíba (Jacareí). Debatedor: Davidson Panis Kaseker.

Debate – Pesquisa e Reflexão 2

Discutir pesquisas recentes ou em andamento sobre questões indígenas e museus, abordando questões identitárias, de memórias, reconhecimento e pertencimento. Com Maíra de Freitas Cammarano (USP), Patrícia Maciel Gazoni (USP), Viviane Wermelinger Guimarães (USP e UFSC), Thais Fernanda Alves Avelar, Adriana de Oliveira Silva (USP). Coordenação: Marília Xavier Cury.

Abertura da II Semana Tupã em Comemoração ao Dia Internacional dos Povos Indígenas

Apresentação de cantos e danças Kaingang pelo grupo permanente de “Resgate Cultural Kaingang” da T.I. Vanuíre. Introdução do grupo: Kujá Jorge Garcia Kanhgág (sábio Kaingang da T.I. Nonoai). Apoio: Josué Carvalho Kanhgág.

Feira de Culinária e Artesanato Indígena

Local: Praça da Bandeira, s/nº – Centro – Tupã/SP

“Reconhecimento – Museus Paulistas e Questões Indígenas”

Apresentação de pôsteres de museus paulistas que possuem coleções ou objetos relacionados às culturas e histórias indígenas, possibilitando conhecimento, parcerias e trocas.

Exposição Temporária “Kanhgág – Arte, Cultura Material e Imaterial”

“Kanhgág – Arte, Cultura Material e Imaterial” apresenta os artefatos confeccionados pelos Kaingang das terras indígenas de Nonoai e de Iraí, no Rio Grande do Sul. A exposição contém objetos contemporâneos, entre eles cestarias, adornos e indumentária festiva de moças e rico registro fotográfico. A exposição traz também as representações do Povo Kaingang sobre sua cultura material (artefatos) e imaterial (grafismo e pintura corporal que remetem aos ancestrais mitológicos), além de identificar e revitalizar a estética da “arte Kanhgág”.

Data: agosto/2013, das 9h às 17h

Local: Museu Índia Vanuíre (Rua Coroados, 521, Centro – Tupã/SP)

Informações: (14) 3491-2333

Entrada: gratuita

 

 

III EPQIM | 2014

 

Museus e indígenas – Saberes e ética, novos paradigmas em debate

Período: de 29 de abril a 1 de maio de 2014

Local: Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre

O III Encontro Paulista Questões Indígenas e Museus e o IV Seminário Museu, Identidades e Patrimônio Cultural propôs aprofundar o debate sobre o papel dos museus e sua contribuição às culturas indígenas na atualidade, enfrentando a problemática histórica da relação entre índios e não índios no Brasil, entendendo os direitos indígenas, criando espaços para narrativas e discursos diversos e plurais e construindo uma ética a partir das relações e do trabalho conjunto. Tais desafios se colocaram na experiência dos anos anteriores entre o Museu Índia Vanuíre e o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP com os grupos Kaingang, Krenak e Terena das T.I.s Vanuíre (Arco-Íris) e Icatu (Braúna).

As situações foram percebidas quando as instituições se depararam com receios, mecanismos de defesa, avanços, obstáculos, envolvimento, distanciamento, desafios, inquietações, proposições, inseguranças, limites, reciprocidades etc. As ações do museu são provocações para estar junto com os indígenas, e eles com as equipes dos museus, para vivências e coleta de materiais audiovisuais, fotográficos e acervos museológicos.

Por acreditar que a experiência está em construção, não foi buscado modelos. A proposta é construir a partir de projetos conjuntos de interesses mútuos que resultassem em produtos e conhecimento para o museu e benefícios para os grupos indígenas. O impasse que chegamos é este que colocamos em discussão: uma nova ética para os museus a partir das relações com indígenas, ou seja, um novo museu. Os temas e recortes foram:

  • Educação indígena e museu
  • Educação tradicional indígena, educação escolar indígena, saberes tradicionais e pesquisa
  • As culturas indígenas no museu – pesquisa, narrativas e (auto) representações
  • Acervo e coleções, comunicação e público, a musealização do “Outro”
  • Ética museal para o trabalho com povos e culturas indígenas
  • Participação indígena e parcerias institucionais – discutindo procedimentos, protocolos, métodos, paradigmas e ética

PROGRAMAÇÃO

28 de abril

Recepção e boas-vindas

Visita ao Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre

29 de abril

Credenciamento

Apresentação da proposta do evento

O museu, os indígenas e a problemática apontada pelo Centro de Referência Kaingang do Museu Índia Vanuíre. Com Tamimi David Rayes Borsatto (Museu Índia Vanuíre), Marília Xavier Cury (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP) e Josué Carvalho (Universidade Federal de Minas Gerais).

Conferência de abertura

Etnomuseologia – práticas indígenas: redefinindo o museu, com José Ribamar Bessa Freire (Unirio – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e UFRJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

Mesa redonda

Políticas públicas, museologia e antropologia – introdução ao debate

Marilia Xavier Cury (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP).

Ações e políticas públicas para os museus do Estado de São Paulo

Renata Motta (UPPM-SEC – Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico).

Pesquisa em museologia e questões indígenas

Maria Cristina Oliveira Bruno (PPGMus – Programa de Pós-Graduação Interunidades em Museologia da USP).

Um acervo de vozes indígenas para as gerações da escrita: como usar e preservar

Betty Mindlin, autônoma.

Conversas e diálogos

Memórias e tradições Kaingang

Dirce Jorge e Lucilene Melo (T.I. Vanuíre/SP) e Jorge Garcia, Maria Constante e Lucia Garcia (T.I. Nonoaí/RS).

Apresentação cultural – Grupo Kaingang da T.I. Vanuíre

30 de abril

Palestra – Museus ubíquos – Imaginação exata, sujeito sincrético, metrópole performática, culturas digitais entre antropologias, Artes, arquiteturas

Massimo Canevacci (IEA – Instituto de Estudos Avançados da USP).

Reflexão – Pesquisa em museu, pesquisa para um museu – reflexões para o Centro de Referências Kaingang do Museu Índia Vanuíre

Josué Carvalho (UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais).

Mesa redonda – Saberes, educação, interculturalidade, políticas e ações: aproximações, possibilidades e perspectivas

Coordenação: Sandra Maria Christiani de La Torre Lacerda Campos (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP), Ana Maria Rabelo Gomes (UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais). Participação: Luis Donisete Benzi Grupioni (Iepé – Instituto de Pesquisa e Formação em Educação Indígena), Adriano Cesar Rodrigues Campos (Escola Estadual Indígena Índia Maria Rosa, T.I. Icatu) e Valdenice Cardoso Vaiti (Escola Estadual Indígena Índia Vanuíre, T.I. Vanuíre).

Mesa redonda – Saberes, educação indígena e pesquisa

Coordenação: Niminon Suzel Pinheiro (Unirp – Centro Universitário de Rio Preto). Participação: Lidiane Damaceno (Escola Estadual Indígena Índia Vanuíre, T.I. Vanuíre), Constantino Vaiti Jorge da Silva (Escola Estadual Indígena Índia Vanuíre, T.I. Vanuíre), Marcio Pedro (Escola Estadual Indígena Índia Maria Rosa, T.I. Icatu), Carlos Roberto Indubrasil (Escola Estadual Indígena Índia Maria Rosa, T.I. Icatu).

Seção de pôsteres

Café cultural – lançamento, feira e troca de livros, artesanato, pintura corporal

Apresentação cultural – Grupo Krenak da T.I. Vanuíre

1º de maio

Palestra “Ciencia de las mujeres” (Ciência das mulheres)

Elvira Espejo (Musef – Museo Nacional de Etnografia y Folklore).

Reflexões – Patrimônio, saberes, tradições e direitos: o museu como confluência, o museu como lugar do “outro” cultural

Coordenação: Robson Antônio Rodrigues (Fundação Araporã). Com Regina Abreu (Unirio – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), Laércio Fidélis Dias (DSA – Departamento de Sociologia e Antropologia da Unesp/Marília).

Mesa redonda – Museus indígenas, museus etnográficos, museus de história natural e outros: museu presente, museu emergente

Coordenação: Camilo de Mello Vasconcellos (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP). Com Adriana de Oliveira Silva (USP – Universidade de São Paulo), Aramis Luis Silva (Unifesp – Universidade Federal de São Paulo) e Fabíola Andréa Silva (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP).

Mesa redonda – Museus indígenas: subsídios para um novo museu, reflexões para uma nova ética

Coordenação: Fabíola Andréa Silva (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP). Com Alexandre Oliveira Gomes (Programa de Pós-Graduação em Antropologia/UFPE e Rede Cearense de Museus Comunitários/RCMC), Suzenalson da Silva Santos (Museu Indígena Kanindé) e George de Vasconcelos (Casa da Memória do Tronco Velho Pankararu).

Debates – Qual museu? Discussão para um novo museu, reflexões para uma nova ética

Coordenação: Marília Xavier Cury (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP). Com Dirce Jorge (T.I. Vanuíre/SP), Lucilene Melo (T.I. Vanuíre/SP), Lidiane Damaceno (T.I. Vanuíre/SP), Constantino Vaiti Jorge da Silva e Lucia Garcia (T.I. Nonoai/RS).

Apresentação cultural – Grupo de dança Terena da T.I. Vanuíre

Local: Praça da Bandeira

 

 

IV EPQIM | 2015

 

Direitos indígenas no museu – Novos procedimentos para uma nova política: a gestão de acervos em discussão

Período: de 30 de junho a 2 de julho de 2015

Local: Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre

Para os museus, a ausência de legislação específica e normativas se torna preocupante para aqueles que se dedicam cotidianamente à musealização das culturas indígenas, os próprios índios e profissionais de museus. Apesar de lacunas ou ausência de suporte legal ou ético, o museu deve buscar a regularização da tomada de registros e a entrada desses nos museus, assim como construir uma normalização para o sistema documental da instituição, para avançar na relação museologia e museografia, museu e culturas indígenas.

É exatamente no ponto de cruzamento entre o quê e como deve ser feito, as interpretações possíveis (nem sempre cabíveis ao museu) e as impossibilidades de fundamentos que os eventos IV Encontro Paulista Questões Indígenas e Museus e o V Seminário Museus, Identidades e Patrimônios Culturais se colocaram. Foram discutidos os direitos de personalidade, autoral e de imagem para os povos indígenas na relação com os museus. Com isso foi possível avançar, no debate, mas na prática museal, intervindo em outras esferas de atuação da preservação e comunicação patrimonial nas quais os índios participam e são respeitados. O IV Encontro Paulista Questões Indígenas e Museus e o V Seminário Museus, Identidades e Patrimônios Culturais tiveram como objetivos:

  • Discutir aspectos relativos à aquisição de coleções indígenas que venham a colaborar com a formulação de políticas públicas e institucionais;
  • Apontar procedimentos para a gestão documental de coleções oriundas de grupos indígenas contemporâneas;
  • Ver formas de correção e atualização de documentação de outros momentos passado;
  • Rediscutir a representação dos indígenas em exposições.

Os objetivos tiveram o propósito de um debate entre profissionais de museus, antropólogos e indígenas do Centro Oeste de São Paulo e outros interessados. Tais objetivos só puderam ser alcançados a partir dessas participações, levando-se em consideração que antigos procedimentos museais devem ser superados, assim como aspectos que comprometem as relações entre indígenas e não indígenas quanto ao uso de conhecimento em pesquisas, exposições e outras formas. Os temas abaixo são focos dos eventos:

  • Museus, indígenas e Direitos da personalidade e autoral
  • Museus, acesso à informação e as culturas indígenas
  • A antropologia e os indígenas
  • A museologia e os indígenas
  • A visão dos indígenas sobre representações e narrativas de si nos museus

PROGRAMAÇÃO

30 de junho

Credenciamento

Boas-vindas e abertura dos trabalhos

Entrada no tema: Políticas institucionais

Angelica Fabbri e Luiz Antonio Bergamo (ACAM Portinari), e Maria Cristina Oliveira Bruno (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP).

Conferência de abertura – Tema: Direitos Indígenas – contextos nacional e internacional

Marcio Santilli (Instituto Socioambiental). Coordenação: Marília Xavier Cury.

Mesa redonda – Tema: As questões dos direitos, direitos indígenas e dos deveres do museu

Guilherme Carboni (Cesnik Quintino e Salinas Advogados), José Carlos Levinho (Museu do Índio, Funai), Renata Vieira da Motta (UPPM-SEC – Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico). Coordenação: Sandra Maria Christiani de La Torre Lacerda Campos (Museu de Arqueologia e Etnologia – MAE-USP).

Mesa redonda – Tema: Os indígenas e o museu, os indígenas no museu, museus indígenas

Suzana Primo dos Santos (Museu Paraense Emilio Goeldi), Leandro da Cruz Silva (Projeto Xingu, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo – Unifesp, SPDM/Saúde Indígena), Alexandre Oliveira Gomes (Universidade Federal de Pernambuco -UFPE); Davidson Panis Kaseker (Grupo Técnico do Sistema Estadual de Museus – SISEM-SP). Coordenação: Carla Gibertoni Carneiro (Museu de Arqueologia e Etnologia – MAE-USP).

Abertura da exposição temporária “Fortalecimento da Memória Tradicional Kaingang – De Geração em Geração”

Apresentação cultural – Grupo Kaingang da T.I. Vanuíre.

1º de julho

Palestra – Título: Política, representação e diálogo nos Museus da Civilização: Primeiros Povos e Museologia Indígena em Quebec

Jean Tanguay (Museu da Civilização, Quebec). Coordenação: Angelica Fabbri (ACAM Portinari).

Mesa redonda – Tema: Pesquisa, pesquisadores e indígenas

Juliana Dal Ponte Tiveron (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo – USP), Aramis Luis Silva (Universidade Federal de São Paulo – Unifesp) e Laércio Fidélis Dias (Universidade Estadual Paulista – Unesp). Coordenação: Josué Carvalho (Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG).

Encontro de Professores-pesquisadores Indígenas do Oeste de São Paulo

Tema: A pesquisa na escola indígena e o papel dos museus

Professores indígenas das T.I.s Icatu, Vanuíre e Araribá: Adriano Cesar Rodrigues Campos, Carlos Roberto Indubrasil, Edilene Pedro, Lícia Victor e Marcio Pedro (Escola Estadual Indígena Índia Maria Rosa, T.I. Icatu); Valdenice Cardoso Vaiti, Lidiane Damaceno Cotuí, Rosemeire Barbosa Dias e Vagner Cecílio Damaceno (Escola Estadual Indígena Índia Vanuíre, T.I. Vanuíre); Creiles Onório Marcolino da Silva Nunes, Claudino Marcolino, Cleidenilson Alves Marcolino, Genilson Alves Marcolino, Jederson Marcolino Simão dos Santos, Moisés de Lima Camargo, Samuel de Oliveira Honório, Tiago de Oliveira, Vanessa Cristina Feliciano e Vanderson Lourenço (Escola Estadual Indígena Aldeia Nimuendaju); David Henrique da Silva Pereira, Edileine da Silva Pereira e Valéria Erika da Silva Pereira (Escola Estadual Indígena Aldeia Ekeruá); Constantino Jorge da Silva, e Lucilene de Melo, T.I. Vanuíre. Coordenação: Josué Carvalho (Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG).

Mesa redonda – Tema: Indígenas nos museus – as visões das culturas

Adriano Cesar Rodrigues Campos, Carlos Roberto Indubrasil, Edilene Pedro,  Lícia Victor e Marcio Pedro (Escola Estadual Indígena Índia Maria Rosa, T.I. Icatu); Lidiane Damaceno e Valdenice Cardoso Vaiti (Escola Estadual Indígena Índia Vanuíre, T.I. Vanuíre); Ana Paula Victor Campos, Adriana Victor Campos Rodrigues, Bruna Pedro, Camila Vaiti P. da Silva, Cândido Mariano Elias, Ranulfo de Camiloe Ronaldo Iaiti (T.I. Icatu); José da Silva Calmpos, Kaingang, Constantino Jorge da Silva, Dirce Jorge Lipu Pereira, Kaingang, Lucilene de Melo, Kaingang (T.I. Vanuíre). Coordenação: Niminon Suzel Pinheiro, Centro Universitário de Rio Preto.

Café cultural – Lançamento do livro Questões Indígenas e Museus – Enfoque Regional para um Debate Museológico

2 de julho

Palestra – Título: Biografia de um Museu indígena: O Museu Kuahí dos Povos Indígenas do Baixo Oiapoque

Presença: Lux Vidal. Coordenação: Profª. Dra. Maria Cristina Oliveira Bruno.

Mesa redonda – Tema: Formação, estudo e gestão de coleções museológicas

Ione Helena Pereira Couto (Museu do Índio), Fabíola Andréa Silva (Museu de Arqueologia e Etnologia – MAE-USP), Edmundo Pereira (Museu Nacional – UFRJ), Claudia Leonor López Garcés (Museu Paraense Emilio Goeldi, MCTI). Coordenação: Robson Antônio Rodrigues (Fundação Araporã).

Mesa redonda – Tema: Museus indígenas – novos referenciais para o debate

Davi Felisberto dos Santos e Diena Macial Sfair (Museu Kuahí), Suzenalson da Silva Santos (Museu Indígena Kanindé), Heraldo Alves “Preá” (Museu Indígena Jenipapo-Kanindé), José Ronaldo Siqueira (Museu Indígena Kapinawá), Adriano Campos (T.I. Icatu), Creiles Onório Marcolino da Silva Nunes (Escola Estadual Indígena Aldeia Nimuendaju), Dirce Jorge Lipu Pereira e Lucilene de Melo (T.I. Vanuíre). Coordenação: Fabíola Andréa Silva.

Reunião de articulação da rede de museus indígenas

Davi Felisberto dos Santos e Diena Macial Sfair (Museu Kuahí), Suzenalson da Silva Santos (Museu Indígena Kanindé); Heraldo Alves Preá (Museu Indígena Jenipapo-Kanindé); José Ronaldo Siqueira (Museu Indígena Kapinawá); Adriano Cesar Rodrigues Campos, Carlos Roberto Indubrasil, Edilene Pedro, Lícia Victor, Marcio Pedro, (Escola Estadual Indígena Índia Maria Rosa, T.I. Icatu); Valdenice Cardoso Vaiti, Lidiane Damaceno Cotuí, Rosemeire Barbosa Dias e Vagner Cecílio Damaceno, (Escola Estadual Indígena Índia Vanuíre, T.I. Vanuíre);

Creiles Onório Marcolino da Silva Nunes, Claudino Marcolino, Cleidenilson Alves Marcolino, Genilson Alves Marcolino, Jederson Marcolino Simão dos Santos, Moisés de Lima Camargo, Samuel de Oliveira Honório, Tiago de Oliveira, Vanessa Cristina Feliciano, Vanderson Lourenço (Escola Estadual Indígena Aldeia Nimuendaju); David Henrique da Silva Pereira, Edileine da Silva Pereira, Valéria Erika da Silva Pereira (Escola Estadual Indígena Aldeia Ekeruá); Ana Paula Victor Campos, Adriana Victor Campos Rodrigues, Bruna Pedro, Camila Vaiti P. da Silva, Cândido Mariano Elias, Ranulfo de Camilo, Ronaldo Iaiti (T.I. Icatu); José da Silva Calmpos, Kaingang, Constantino Jorge da Silva, Dirce Jorge Lipu Pereira, Kaingang, Lucilene de Melo, Kaingang, (T.I. Vanuíre). Coordenação: Renato Amram Athias (Nepe – Núcleo de Estudos e Pesquisas em Etnicidade, Universidade Federal de Pernambuco – UFPE), e Alexandre Oliveira Gomes (Universidade Federal de Pernambuco – UFPE).

 

 

V EPQIM | 2016

 

Museus Etnográficos e Museus Indígenas: Diálogo e Diferenciação

Período: de 28 a 30 de abril de 2016

Local: Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre

O V Encontro Paulista Questões Indígenas e Museus, realizado com o VI Seminário Museus, Identidades e Patrimônios Culturais, propõem o enfrentamento da relação entre os museus e os indígenas, destacando a centralidade das instituições museais no processo de incorporação de novas práticas para a consideração das contribuições das culturas indígenas na formação da cultura brasileira, como também para tratar as culturas indígenas como produções de saberes a serem respeitados nas suas especificidades, complexidades e peculiaridades.

A realização de dois eventos simultâneos e entrelaçados justifica-se pela união de esforços em prol dos museus e da promoção das culturas indígenas. Esta situação envolve um museu estadual (Museu Índia Vanuíre da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo), uma organização social gestora (ACAM Portinari) e um museu universitário (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP – MAE-USP). Essa parceria permite discussões por meio dos eventos em pauta. As edições anteriores debateram os seguintes temas:

  • 2012 – O papel social e educacional dos museus etnográficos, comunicação e ressignificação de coleções etnográficas;
  • 2013 – Questões indígenas e museus: enfoque regional para um debate museológico;
  • 2014 – Museus e indígenas – Saberes e ética, novos paradigmas em debate;
  • 2015 – Direitos indígenas no museu – Novos procedimentos para uma nova política: a gestão de acervos em discussão.

Os eventos debatem a construção de procedimentos a partir das relações e do trabalho conjunto entre os grupos indígenas presentes na região Centro Oeste do Estado de São Paulo – Kaingang, Krenak, Terena e Guarani, das T.I. Icatu (Braúna), Vanuíre (Arco-Íris) e T.I. Araribá (Avaí) –, o Museu Índia Vanuíre e o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. O marco é o ano de 2010 e a participação dos Kaingang e Krenak da T.I. Vanuíre no processo expográfico cooperativo (ou colaborativo) para o módulo Aldeia Indígena Vanuíre da exposição de longa duração Tupã Plural, inaugurada no mesmo ano no Museu Índia Vanuíre. O referido módulo expositivo possibilitou uma abordagem contemporânea da vida desses grupos, visão e possibilidade antes não contemplada pelo Museu. Desde então, diversas ações são realizadas, cada uma com suas problematizações, desafios e conquistas.

O panorama atual dessa relação – na qual o Museu Índia Vanuíre e o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP se colocam como provocadores e articuladores – leva a avanços e a caminhos não previstos, pois não são controláveis. Nesse sentido, no decorrer de anos de trabalho, os próprios indígenas procuram suas estratégias de fortalecimento cultural e entendem que o museu é um forte aliado. Primeiramente se deu a descoberta do museu etnográfico como local de exposição para ampliação do diálogo com o não indígena para demonstrar “como o índio vive”. Na sequência e em consequência, os indígenas perceberam que poderiam também ter seus próprios museus. Algumas inciativas estão se dando na região para a constituição de museus indígenas o que nos leva a aprofundar as relações e diferenciações entre dois modelos museais: museu etnográfico e museu indígena. Esta é a proposta do V Encontro Paulista Questões Indígenas e Museus e VI Seminário Museus, Identidades e Patrimônios Culturais, esclarecendo que o cenário e a parceria que se apresentam são propícios para os objetivos propostos.

Os eventos propostos consideram que a participação indígena nos museus (etnográficos e indígenas) gera discussões e mudanças, constitui a formação de novas práticas museais e promove a experimentação para a formulação de novos modelos museais. Algumas questões provocam: qual o papel dos museus etnográficos na atualidade? Qual o compromisso com os indígenas? Qual participação os museus etnográficos reservam aos indígenas hoje? Qual a relação entre os museus etnográficos e os museus indígenas? Como os museus indígenas se sustentam nos museus etnográficos? O que é um museu indígena e qual o seu papel para as culturas envolvidas? Por que os não indígenas precisam dos museus indígenas? Como se dá a organização dos museus indígenas?

As questões são muitas, mas o V Encontro Paulista Questões Indígenas e Museus e o VI Seminário Museus, Identidades e Patrimônios Culturais iniciaram os debates sobre as formas de troca e intervenções entre os dois modelos museais, assim como entender as suas particularidades e contribuições para a promoção das culturas indígenas no Brasil. Os objetivos foram:

  • Reunir profissionais de museus etnográficos e indígenas para refletir sobre o papel dos museus na contemporaneidade;
  • Avaliar as contribuições dos museus etnográficos para as culturas indígenas;
  • Debater curadoria em museus para vislumbrar as suas formas de aplicação em diferentes contextos;
  • Contribuir com a formação e fortalecimento de museus indígenas.

Os objetivos expostos tiveram o propósito de propor o debate entre profissionais de museus, antropólogos, atores de museus indígenas, indígenas no Centro Oeste de São Paulo e outros interessados.

PROGRAMAÇÃO

28 de abril

Credenciamento

Abertura – canto indígena

Boas-vindas e abertura dos trabalhos

Participantes: Angelica Fabbri (ACAM Portinari), Renata Vieira da Motta (UPPM-SEC), Maria Cristina Oliveira Bruno (MAE-USP).

Introdução à temática

Marília Xavier Cury (MAE-USP). Coordenação: Renata Vieira da Motta.

Esse Museu é de Quem? – Discutindo os usos e funções do museu etnográfico

Palestrante: Aramis Luis Silva (Unifesp, Cebrap).

Debate com Lideranças Indígenas

Participantes: Gerson Damaceno (Cacique da T.I. Vanuíre), Cândido Mariano Elias (Terena, T.I. Icatu), Claudinei Constantino (Vereador em Arco-Íris, T.I. Vanuíre), Paulinho Sebastião (Vereador em Avaí, T.I. Araribá), Dirce Jorge Lipu Pereira (Kaingang, T.I. Vanuíre), Pajé Barbosa (T.I. Pitaguary). Síntese e debate: Josué Carvalho e Suzenalson da Silva Santos.

Visita à exposição O Olhar de Hercule Florence Sobre os Índios Brasileiros

29 de abril

Sessão Temática – Conceitos-chave

Mapas Conceituais e a Nova Museologia: distinguindo termos e modelos museais

Palestrante: Suzy da Silva Santos.

Território e Museu, Museu de Território e Patrimônio

Palestrante: Davidson Panis Kaseker (SISEM-SP).

Indígenas e Museus – colonização e descolonização

Palestrante: Fabíola Andréa Silva. Síntese e debate: José Ronaldo Siqueira (Ronaldo Kapinawá) e Cristiane Carla Pantoja Santos (Papiõn).

Sessão Temática – Exposições e coleções indígenas e arqueológicas nos museus paulistas

Os indígenas em exposições museais no centro-oeste paulista e norte paranaense

Palestrantes: Leilane Patrícia de Lima (MAE-USP).

Remanescentes Ósseos Kaingang em Museus

Palestrante: Robson Antônio Rodrigues (Fundação Araporã).

Debate – Museus Indígenas

Participantes: Heraldo Alves “Preá” (Museu Indígena Jenipapo-Kanindé), José Ronaldo Siqueira “Ronaldo Kapinawá” (Museu Indígena Kapinawá), Maria do Socorro França de Siqueira “Socorro Jucá” (Museu Indígena Kapinawá), Rosa da Silva Souza “Rosa Pitaguary” (Museu Indígena Pitaguary), Cristiane Carla Pantoja Santos “Papiõn” (O Sagrado Brasileiro), Suzenalson da Silva Santos “Nalson Kanindé” (Museu Indígena Kanindé), Antônia da Silva Santos “Antonia Kanindé” (Museu Indígena Kanindé). Síntese e debate: Sandra Maria Christiani de La Torre Lacerda Campos e Lucilene de Melo.

Feira de Artesanato Indígena

30 de abril

Debate – Museus Etnográficos e Museus Indígenas – Aproximações e Distanciamentos

Museus Etnológicos em transformação: demandas contemporâneas das sociedades indígenas

Palestrante: Carla Gibertoni Carneiro (MAE-USP).

Museu Etnográfico e participação indígena: diálogos possíveis

Palestrante: Sandra Maria Christiani de La Torre Lacerda Campos (MAE-USP).

Museus Etnográficos e Museus Indígenas – Aproximações e Distanciamentos

Palestrante: Alexandre Gomes (UFPE). Síntese e debate: Maria do Socorro França de Siqueira “Socorro Jucá” (Museu Indígena Kapinawá) e João Paulo Vieira Neto (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias).

Os Mais Novos e os Mais Velhos

Participantes: Adriana Victor Campos Rodrigues, Ana Paula Victor Campos), Camila Vaiti P. da Silva, Cândido Mariano Elias, Raphael Pedro Iaiati, Ranulfo de Camilo e Ronaldo Iaiati (T.I. Icatu); Dirce Jorge Lipu Pereira e José da Silva Campos (T.I. Vanuíre).

Debate – Museus Indígenas no Oeste de São Paulo

Participantes: David Henrique da Silva Pereira (Escola Estadual Indígena Aldeia Ekeruá, T.I. Araribá), Adriano Cesar Rodrigues Campos (Escola Estadual Indígena Índia Maria Rosa, T.I. Icatu), Lidiane Damaceno Cotuí (Escola Estadual Indígena Índia Vanuíre, T.I. Vanuíre), Lucilene de Melo (Kaingang, T.I. Vanuíre) Síntese e debate: Marilia Xavier Cury e Suzenalson da Silva Santos “Nalson Kanindé”.

Debate Final

Adriana Victor Campos Rodrigues, Ana Paula Victor Campos, Camila Vaiti P. da Silva, Cândido Mariano, Elias Ranulfo de Camilo e Ronaldo Iaiati (T.I. Icatu);

Adriano Cesar Rodrigues Campos, Carlos Roberto Indubrasil, Edilene Pedro, Lícia Victor, Marcio Pedro (Escola Estadual Indígena Índia Maria Rosa, T.I. Icatu); Constantino Jorge da Silva, Dirce Jorge Lipu Pereira, Lucilene de Melo (T.I. Vanuíre); David Henrique da Silva Pereira, Edileine da Silva Pereira e Valéria Erika da Silva Pereira (Escola Estadual Indígena Aldeia Ekeruá, T.I. Araribá); Lidiane Damaceno Cotuí, Vagner Cecílio Damaceno, Valdenice Cardoso Vaiti (Escola Estadual Indígena Índia Vanuíre, T.I. Vanuíre).

 

 

VI EPQIM | 2017

 

Museus etnográficos e indígenas – Aprofundando questões, reformulando ações

Período: de 07 a 09 de setembro de 2017

Local: Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre

I – Direitos indígenas

  1. a) pautas internacional, nacional, estadual, museológicas e comunitárias

Debates em vias de realização, conquistas e perdas, principais pontos de discussão, as visões internacionais em confronto com as nacionais. As políticas públicas, o papel das organizações – a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, o Conselho de Direitos Humanos da ONU – e as visões dos indígenas sobre seus direitos e suas reivindicações.

  1. b) ética – remanescentes humanos em museus

Apesar dos avanços internacionais quanto à presença de remanescentes humanos em museus e da formulação de orientações relacionadas à ética, ainda se faz necessária essa discussão no Brasil e entre profissionais de museus, para que os indígenas sejam ouvidos e para que os pajés se coloquem quanto à questão humana e espiritual. A discussão refere-se aos procedimentos pautados por uma ética e ao questionamento, pelo movimento indígena no Brasil, dessas e de outras formas de apropriação dos corpos de seus ancestrais pelos museus. A discussão migra para o plano da espiritualidade que envolve o ser humano, transcendendo questões políticas e culturais.

II – O sagrado no museu

A ressacralização dos museus é um processo que não pode mais ser escamoteado, pois o museu é o lugar de várias formas de entendimento do mundo e de outras realidades. O sagrado faz parte da instituição, sobretudo quando ela é consagrada por pajés e outras lideranças espirituais. A indigenização do museu passa, também, pela sacralização. O ser humano tem muitas necessidades, a espiritualidade é uma delas, por isso é inadiável pensar a saúde espiritual e o papel do museu. Propomos discutir: a) visões sobre a consagração dos museus; e b) parcerias necessárias para a saúde espiritual.

III – Exposição – curadoria compartilhada e a autonarrativa

Discute-se o processo de indigenização do museu, analisando o resultado de pesquisas e a curadoria de coleções etnográficas museológicas realizadas no passado, a requalificação de coleções como forma de participação, a curadoria compartilhada e a autonarrativa no espaço do museu, como também a prática colaborativa em torno de projetos de exposição. Questiona-se a participação indígena no entendimento do que seja museu, bem como a descolonização da instituição promovida pela práxis cotidiana.

IV – Gestão de coleções

Gestão de acervo é tema em aberto, sujeito a ampliação e aprofundamento. Além dos processos de (re)inventariar, para avaliação e atualização dos antigos processos e sistemas documentais, temos novas questões a serem tratadas: a) formação contemporânea de acervos; b) (re)qualificação de coleções; c) repatriamento(s) – formas, estratégias e exemplos. O debate busca vislumbrar novas práticas relacionadas à gestão de acervo nos planos políticos e procedimentais, o que colocamos em discussão.

V – Museus e indígenas, museus indígenas

Os pesquisadores da Museologia vêm se debruçando sobre as relações entre indígenas e museus, mas também discutem a forma como o museu vem, historicamente, representando os indígenas em seus espaços. O enfrentamento da descolonização deverá voltar-se para a proposição de políticas públicas, e a posição dos movimentos indígenas em torno da ideia de museu também contribui nessa direção. O museu indígena existe, é uma realidade recente, como demonstração de que a apropriação de mecanismos como o museu pode levar ao fortalecimento cultural e à construção de um poder político diferenciado.

PROGRAMAÇÃO

7 de setembro

Credenciamento

Mesa de abertura

Regina Célia Pousa Ponte (UPPM/SEC-SP), Davidson Panis Kaseker (SISEM-SP), Angelica Fabbri (ACAM Portinari) e Paulo DeBlasis (MAE-USP).

I – Direitos indígenas

  1. a) pautas internacional, nacional, estadual, museológicas e comunitárias

Regina Célia Pousa Ponte (UPPM/SEC-SP – Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico), Davidson Panis Kaseker (SISEM-SP – Grupo Técnico do Sistema Estadual de Museus), Cacique Jazone de Camilo (Aldeia Ekeruá, T.I. Araribá), Cacique Claudino Marcolino (Aldeia Nimuendaju, T.I. Araribá), Cacique Ronaldo Iaiati (T.I. Icatu), Cacique Gerson Damaceno (T.I. Vanuíre). Coordenação: Angelica Fabbri.

I – Direitos indígenas

  1. b) ética – remanescentes humanos em museus

Uma arqueologia por entre vivos e mortos: inquietações, reflexões e conexões

Verônica Wesolowski (MAE-USP). Debatedoras: Dirce Jorge Lipu Pereira, Susilene Elias de Melo. Coordenação: Marília Xavier Cury.

II – O sagrado no museu

Pajé Barbosa e Francilene Pitaguary (Pitaguary, Ceará), Dirce Jorge Lipu Pereira e Susilene Elias de Melo (Kaingang, São Paulo), José da Silva Barbosa de Campos (Kaingang, São Paulo), Gleyser Alves Marcolino, Cledinilson Alves Marcolino e Gleidson Alves Marcolino (Guarani Nhandewa, São Paulo). Coordenação: Marília Xavier Cury.

8 de setembro

III – Exposição – curadoria compartilhada e a autonarrativa

Construção do lugar de fala do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP com as populações indígenas do oeste do Estado de São Paulo

Carla Gibertoni Carneiro, Mauricio André da Silva, Viviane Wermelinger Guimarães (MAE-USP).

A experiência do Museu Índia Vanuíre (MIV) no processo da exposição autonarrativa com curadoria Kaingang

Andressa Anjos de Oliveira, Gessiara Goes de Lima e Isaltina Santos da Costa Oliveira (Museu Índia Vanuíre).

A visão dos indígenas

Admilson José Felix, Analu Lipu Felix, Deolinda Pedro, Carlos Roberto Indubrasil, Clélia Vania Marcolino da Silva, Edilene Pedro, Fabiana Damaceno, Gabriel Damaceno, Gedean Luiz, Gerolino José Cesar, Josias Marcolino, Josué Marcolino, Licia Victor, Marisa Jorge, Neusa Umbelino, Poliana Vilialba Cezar, Rafhael Iaiati, Ranulfo de Camilo Rosemeire Iaiati Indubrasil, Wany Oliveira Marcolino, Wellington Marcolino. Coordenação: Sandra Maria Christiani de La Torre Lacerda Campos.

IV – Gestão de coleções

Notas reflexivas sobre um levantamento parcial das coleções etnográficas do Museu Nacional/UFRJ

Edmundo Pereira (Museu Nacional-UFRJ)

Gestión de colecciones en museos participativos: diálogos y tensiones en contextos de interculturalidad

María Marta Reca (Museo de La Plata)

Documentação e conservação do acervo etnográfico durante desenvolvimento da pesquisa

Andressa Anjos de Oliveira, Maria Odete Correa Vieira Roza (Museu Índia Vanuíre)

A visão dos indígenas

Admilson José Felix, Adriana Victor Rodrigues Campos, Aline Damaceno, Ana Paula Victor Campos, Analu Lipu Felix, Camila Vaiti Pereira da Silva, Candido Mariano Elias, Claudinei de Lima, Deolinda Pedro, Gedean Luiz, Gerolino José Cesar, Ivanildo Simão dos Santos, José da Silva Barbosa de Campos, Lidiane Damaceno Cotuí, Lucas Onorio Marcolino, Marcio Lipu Pereira Jorge, Marcio Pedro, Moisés de Lima Camargo, Roberta Iaiati Indubrasil, Rodrigues Pedro, Stefanie N. Lipu Cezar. Coordenação: Sandra Maria Christiani de La Torre Lacerda Campos.

Museus comunitários e o Cadastro Estadual de Museus

Davidson Panis Kaseker (SEC-SP, SISEM-SP). Coordenação: Angelica Fabbri.

9 de setembro

V – Museus e indígenas, museus indígenas

As relações indígenas a partir dos objetos: desafios e paradigmas na construção museal “junto”

Josué Carvalho (PPGMus-USP)

Museus Indígenas: algumas reflexões

Suzy da Silva Santos (PPGMus-USP)

Povos indígenas e memória: notas sobre a comunicação indígena digital

Eliete Pereira (PPGMus-USP)

A temática indígena em museus: análises regionais e desafios atuais

Leilane Lima (PPGMus-USP)

T.I. Icatu – museu em formação

Cacique Ronaldo Iaiati, Candido Mariano Elias, Carlos Roberto Indubrasil, Marcio Pedro, Edilene Pedro, Licia Victor e Ranulfo de Camilo

Museu Guarani Nhandewa, em formação (Aldeia Nimuendaju, T.I. Araribá)

Cacique Claudino Marcolino, Creiles Marcolino, Tiago Oliveira, Cledinilson Alves Marcolino e Gleidson Alves Marcolino

Museu Terena, em formação (Aldeia Ekeruá, T.I. Araribá)

Cacique Jazone de Camilo, Admilson José Felix, Analu Lipu Felix, Gerolino José Cesar e Gedean Luiz

Museu Wowkriwig (Sol Nascente, Kaingang, T.I. Vanuíre)

Dirce Jorge Lipu Pereira, Susilene Elias de Melo, José da Silva Barbosa de Campos, Itauany Larissa de Melo Marcolino e Ana Carolina Jorge

Museu Akam Orãm Krenak (Novo Olhar Krenak, T.I. Vanuíre)

Lidiane Damaceno, João Batista de Oliveira, Helena Cecilio Damaceno, Aline Damaceno, Fabiana Damaceno e Gabriel Damaceno

Coordenação: Regina Célia Pousa Ponte

 

 

VII EPQIM | 2018

 

Políticas públicas para ampliação da gestão compartilhada

Período: de 26 a 28 de junho de 2018

Local: Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre

A ação pretendeu reunir pessoas envolvidas na gestão pública em debates, com o objetivo de avançar as discussões para o apoio de ações e programas que promovam relações entre a cultura indígena e os museus. Nos três dias do evento, a bancada foi composta por pesquisadores, indígenas e gestores, com a intenção de abordar as boas práticas de construção de políticas públicas voltadas para fortalecer os direitos indígenas ao museu e no museu. Também foi abordada a valorização de iniciativas de criação de museus indígenas, incentivando diferentes formas de preservação patrimonial e práticas museográficas.

PROGRAMAÇÃO

26 de junho

Credenciamento

Mesa de abertura com autoridades e lideranças indígenas

Representantes da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo

Em face das ações públicas em vigor, muitas delas já configuradas como de larga duração, visamos uma apresentação panorâmica de distintos setores da Cultura, para discussões sobre aproximações e complementariedade, para a preservação do patrimônio indígena e construções de memórias por meio dos museus. Presença: Patrícia Penna (Secretária Adjunta da SEC), Maria Thereza Susano Ortale (Assessoria do Gabinete), Sandra Regina Gomes (Assessoria do Gabinete), Antonio Maurício Fonseca de Oliveira (ProAC), Efren Colombani (Assessoria de Gêneros e Etnias), Regina Celia Pousa Pontes (Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico). Coordenação: Davidson Panis Kaseker.

Debate – Os indígenas no museu, o papel dos museus

Torna-se importante a consulta aos indígenas sobre suas expectativas sobre os museus, quais suas principais preocupações, o que esperam dos museus, como pensam as formas de representação de suas culturas, de formação de coleções para as futuras gerações e outros aspectos da participação indígena nos processos de musealização. O debate é um espaço de colocação, visando (re)formulações presentes e futuras. Os convidados representam os grupos parceiros do Museu Índia Vanuíre e apresentarão suas reflexões.

– Representações Kaingang: T.I. Icatu – Ana Paula Victor Campos, Carlos Roberto Indubrasil, Rafael Pedro Iaiati, Ronaldo Iaiati e Rosemeire Iaiati Indubrasil; T.I Vanuíre – Dirce Jorge Lipu Pereira, Susilene Elias de Melo, Itauany Larissa de Melo Marcolino, Ana Carolina Jorge e José da Silva Campos; T.I. Araribá, Aldeia Kopenoty – Evelin Cristina Rodrigues e Hilda Umbelino; T.I. Apucarana – Lucilene de Melo, Gelson Galdino Campolim e Cleuza dos Santos Galdino.

– Representação Guarani Nhandewa: T.I. Araribá, Aldeia Nimuendaju – Vanderson Lourenço, Samuel de Oliveira Honório e Claudinei de Lima.

– Representações Terena: T.I. Icatu – Rodrigues Pedro, Candido Mariano Elias, Edilene Pedro e Márcio Pedro; T.I. Araribá, Aldeia Ekeruá – Jazone de Camilo, Gerolino José Cezar, Admilson Felix, Afonso Lipú e David Henrique da Silva Pereira; T.I. Araribá, Aldeia Kopenoty – Cleber Silva Felix e Dario Machado.

– Representação Krenak: T.I. Vanuíre – Lidiane Damaceno Cotui Afonso, Mateus Vieira Rodrigues, Helena Cecilio Damaceno e João Batista de Oliveira. Coordenação: Andressa Anjos de Oliveira.

27 de junho

Debate – Museus Indígenas em São Paulo

O Estado de São Paulo, especialmente o Centro-Oeste e o Oeste paulista, vem presenciando a criação e consolidação de museus indígenas como formas legítimas de fortalecimento e resistência cultural. Cada museu é único e no debate queremos conhecer mais das particularidades dos museus indígenas em implantação e funcionamento. É também uma oportunidade de conhecer suas demandas para a cultura. Participação dos museus Akãm Oram Krenak (Krenak), T.I. Vanuíre – Fabiana Damaceno de Oliveira, William Piui Afonso e Gabriel Damaceno da Silva; Museu Nhandé Manduá-Aty (Guarani Nhandewa), T.I. Araribá, Aldeia Nimuendaju – Gleyser Alves Marcolino, Tiago de Oliveira e Josias Marcolino; Museu Wowkriwig (Kaingang), T.I. Vanuíre – Dirce Jorge Lipu Pereira, Susilene Elias de Melo, Itauany Larissa de Melo e Ana Carolina Jorge. Coordenação: Lilian Budaibes Zorato.

Debate – Os museus e os indígenas – buscando caminhos para a valorização indígena nos museus paulistas, apoiando os museus indígenas em São Paulo

Qual é o lugar para os indígenas nos museus? Onde os indígenas estão, em que museus, quais tipologias, como estão representados, como participam constitutivamente das instituições? Essas e tantas outras questões fazem parte do debate que visa a visibilidade e valorização das culturas indígenas nos museus do Estado de São Paulo. Nesse contexto, espera-se uma reflexão sobre o futuro que se reserva para os museus indígenas. Com Regina Celia Pousa Pontes (Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico – UPPM). Coordenação: Marília Xavier Cury.

28 de junho

Debate – Em Rede

Buscando caminhos para a valorização indígena nos museus paulistas, apoiando os museus indígenas – gestão, parcerias, sistemas e redes

Com Maria Augusta Assirat (CTI – Centro de Trabalho Indigenista), Angelica Fabbri (ACAM Portinari); Tamimi Borsatto e Andressa Anjos de Oliveira (Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre), Davidson Panis Kaseker (SISEM-SP). Coordenação: Regina Celia Pousa Pontes.

Debate – Plano Estadual de Cultura – protagonismo indígena: contribuições museais

O VII EPQIM foi um cenário para levantamento de questões e temas para o Plano Estadual de Cultura. Foi realizada uma explanação sobre o Plano Estadual de Cultura e uma consulta aos presentes. Coordenação: Secretaria de Estado da Cultura.

Palestra de encerramento – Os indígenas no museu, o papel dos museus

O protagonismo dos indígenas no museu está acontecendo e deve se ampliar. Nesse sentido, buscamos conhecer visões indígenas e possibilidades para a consolidação desse processo. Com Carlos Papá. Coordenação: Angelica Fabbri.

Encerramento e encaminhamentos