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O Café e a História de Tupã

Apresentação

Um dos principais fatores que contribuíram para o desenvolvimento de São Paulo foi a expansão da cultura cafeeira. Os paulistas assumiram uma política pública de imigração que visava “braços para a lavoura”, dessa forma, muitos imigrantes buscaram, no interior do Estado, melhores condições de vida.

O avanço da Estrada de Ferro que ligava a região leste do Brasil ao Mato Grosso já indicava o crescimento da região oeste paulista com a possibilidade de deslocamento desse tipo de cultura.

Imagem aérea de lavouras de café

Primeiras famílias chegando às terras que hoje são Tupã para trabalhar com o café

 

 

 

 

 

 

 

História de Tupã

A história de Tupã, que começou muito antes de 1929 – data de sua fundação -, acontece graças ao pioneirismo de imigrantes que, atraídos pelo café, chegaram aqui para iniciar suas vidas.

Os primeiros colonizadores investiram na cultura cafeeira, inaugurando os primeiros sítios de café. Com isso, cada vez mais pessoas chegaram para trabalhar nas plantações e, à medida que a cidade se desenvolvia economicamente, esses grupos também se estabeleceram no comércio, auxiliando o desenvolvimento local.

Em 1923, Adelelmo Piva foi um dos primeiros a pisar nas terras que hoje formam o município de Tupã

 

Imigrantes trabalhando na lavoura de café na década de 30

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Café em Tupã

A fundação de Tupã acontece em 1929, quando ocorre a quebra da Bolsa de Nova Iorque (EUA), provocando a desvalorização da exportação do café. A crise provocou a queda dos preços e, em 1931, o Governo Federal, cujo presidente era Getúlio Vargas, proibiu o plantio do café em todo território nacional, com exceção do Estado do Paraná. A determinação terminou apenas em 1936.

No final da década de 1930, a plantação de café na região somava 16 milhões de pés, totalizando uma safra de até 450 mil sacas, exportadas para a Europa.

Notícia sobre a Quebra da Bolsa de Valores em 1929

Bolsa de Valores em Wall Street, destaque para os investidores

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 1930, toda a família do senhor Eugênio Martins, trabalhando no cultivo do café

Final da década de 30, bons tempos das boas lavouras

 

 

 

 

 

 

 

 

Produção

Em 1950 o município já era o terceiro maior produtor do Estado.

No ano de 1957 teve início a Campanha de Cafés Finos, desenvolvida pela Secretaria Estadual da Agricultura com o objetivo de aumentar a produção de café de fina qualidade.

Em agosto do mesmo ano Tupã realizou a 1ª Festa do Café. O evento contou com desfiles de tratores e carro alegórico transportando a Rainha do Café, exposição de amostras de café e exibição de filmes, entre outros.

Catação de café para embarque no Porto de Santos

Caminhões saíam carregados de café de Tupã para o Porto de Santos

 

 

 

 

 

 

 

 

Primeira Festa do Café em Tupã, presidida pelo jornalista Assis Chateaubriand, 10 de agosto de 1957

Rainha do Café, Senhorita Beverley Aparecida Modelli, 1957

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Queda da produção

Em 1975 as geadas provocaram prejuízos incalculáveis à lavoura. Segundo levantamento da Casa da Agricultura de Tupã, 15 milhões de pés de café foram destruídos. A temperatura mais baixa registrada em julho chegou a 2 graus abaixo de zero e é considerada até hoje a maior geada já vista.

Em 1981 Tupã produzia uma média de 200 mil sacas do grão. Nessa década e na década seguinte, a queda na lavoura era cada vez maior e se agravava de ano para ano. Embora deficitária, a lavoura ainda era mantida, pois valorizava a terra.

Notícia de jornal sobre a devastação produzida nos cafezais em consequência da geada de 1975 “O município de Tupã foi um dos mais castigados pelas geadas em todo o interior do Estado”

Pé de café carregado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Desbravadores do café na Alta Paulista

Colônia Espanhola

Quando Tupã foi fundada, alguns núcleos de imigrantes espanhóis já haviam aberto vários sítios na região do bairro São Martinho, a partir de 1916. Nas décadas de 1920 e 1930, dezenas de famílias se estabeleceram na cidade e dedicaram-se ao café, posteriormente, ao algodão, arroz, milho, hortaliças, etc. Além da agricultura, mais tarde, desenvolveram o trabalho com olaria, construção de casas e máquinas de benefício de arroz.

Família Manoel Fernandes veio da Espanha para trabalhar nos cafezais do Brasil. Chegou a Tupã no ano de 1927, instalando-se no bairro Granada

Pé de café florido

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Colônia Italiana

Os imigrantes italianos começaram a se estabelecer na região de Tupã a partir de 1923, antes, portanto, da fundação da cidade. Fixaram-se na zona rural onde se dedicaram à cultura do café e, posteriormente, cereais e criação de gados.

Pé de café carregado

Família Magnani, chegou a Tupã em 1942. A família se instalou no bairro Toledo que ainda estava sendo desmatado, com um único objetivo: plantar café

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Colônia Japonesa

Em 1931 os primeiros imigrantes japoneses vieram para Tupã e se estabeleceram no bairro Afonso XIII. Dedicaram-se à plantação de café e, mais tarde, algodão, amendoim, frutas e hortaliças, além do comércio.

Imigrantes japoneses liderados por Kenjiro Tanaka chegando a Tupã e região em 1923

Em 1923, Kenjiro Tanaka, chegou aqui para ver as terras para a fundação de Bastos e plantação de café