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Programação Setembro

Exposição: Ató Jagí Burum Krenak – Tecendo Saberes do Povo Krenak

Exposição autonarrativa Krenak busca mostrar a presença desse povo no Estado de São Paulo. Os Krenak da T.I. Vanuíre desenvolvem, há mais de duas décadas, um trabalho de revitalização da cultura, costumes e língua materna. Esse projeto ocorre de forma construtiva e a cada ano se fortalece e vence as barreiras que os mais velhos da etnia foram obrigados a vivenciar no passado, como o anonimato, opressão da cultura e toda sua riqueza de conhecimento e saber.

Exposição: Línguas Indígenas – Riqueza e Diversidade

A diversidade linguística tem se tornado um importante patrimônio cultural do Brasil e do mundo. A questão da preservação das línguas indígenas deve ser tratada, nas instituições museológicas que atuam junto aos povos, como algo essencial dentro dos processos desenvolvidos por elas. Os equipamentos, além da função de preservação, aparecem como espaços de difusão e propagação dessa língua e autoafirmação dos povos. Nesse sentido, o Museu Índia Vanuíre apresenta um panorama com a diversidade dos idiomas existentes no Brasil.

Família no Museu

Aos sábados e domingos, o Museu Índia Vanuíre realiza oficinas culturais para as famílias. Tendo como objetivo a conscientização e o respeito à preservação do meio ambiente. E em comemoração ao Dia da Árvore, 21 de setembro, a equipe educativa desenvolverá com a família visitante um chaveiro de semente, que também objetiva homenagear a cultura nordestina, região em que o fundador da cidade nasceu.

Saberes e Fazeres Indígenas

A programação Saberes e Fazeres Indígenas são uma resposta ao esforço empreendido por comunidades indígenas de todo o país no que diz respeito à preservação e à transmissão de sua memória, estendendo para além de 19 de abril a celebração do Dia do Índio. Em setembro, o convidado é uma Krenak da T.I. Vanuíre. Ele estará disponível para um dia de diálogo com os visitantes sobre como vivem os índios Krenak na T.I. Vanuíre.

Data: 06/09/2019

Local: Museu H. P. Índia Vanuíre (Rua Coroados, 521 – Tupã/SP)

Horário: sexta-feira, das 9h às 16h

Aguçando as Memórias

O Museu Índia Vanuíre deseja que durante o ano de 2019, o projeto Aguçando as Memórias continue contribuindo com a inclusão social e cultural do idoso. A ideia é que ele seja capaz de alcançar sua capacidade, potencialidade e saberes, revivendo bons momentos da vida, passando a enxergá-la de uma maneira tolerante e positiva, trazendo de volta sua autoestima por meio das memórias e de uma busca afetiva das lembranças. Para este mês, no primeiro encontro, os participantes farão uma visita ao passado e resgatarão os sonhos da infância, juventude e os atuais. Na oportunidade, irão escrever e compartilhar com todos do grupo e, em seguida, assistirão a um vídeo. Na segunda atividade, assistirão ao filme “À procura da felicidade”, que retrata as adversidades da vida e sobre como nunca desistir dos sonhos persistindo e se dedicando a eles.

Museu e Cidadania

O Museu recebe o público deficiente para explorar os conteúdos do acervo e das exposições temporárias de forma acessível e lúdica. A ação tem como objetivo a inclusão sociocultural. Em comemoração ao Dia da Árvore, 21 de setembro, e em consonância com a temática sustentabilidade, este mês os participantes confeccionarão um vaso com materiais recicláveis, no qual poderão plantar alguma planta de seu gosto e cultivá-la. Para o segundo encontro, será realizado um passeio cultural com participantes levando-os para Museu dos Tropeiros na antiga Estação Ferroviária de Tupã para conhecer sua história e, após a visitação, fazer um breve “tour” pela cidade de trenzinho.

O Olhar é o Sentir pelas Mãos

O projeto “O olhar é o sentir pelas mãos” é uma ação conjunta sociocultural junto ao Programa Vida Iluminada – UNIMED, com a intenção de promover a inclusão dos deficientes visuais, despertando nos envolvidos momentos de aprendizado, reflexões para a vida no cotidiano. A atividade iniciará com um breve relato sobre a trajetória de chegada dos primeiros imigrantes japoneses no município por volta de 1930. O tema abrangerá a história, a cultura e as tradições dos imigrantes japoneses e, dentro desse contexto, o imigrante convidado falará sobre os objetos japoneses que estão presentes na exposição de longa duração. Para esse encontro, será realizada uma oficina de culinária japonesa sobre o manju para que os participantes possam conhecer e degustar um alimento típico instigando e aguçando o paladar.

Cultura e Questões Indígenas em Foco

Para que novas gerações reconheçam a contribuição dos diversos grupos para a formação do país será exibido um documentário no auditório da instituição, seguido por uma roda de conversa com os participantes. O vídeo escolhido para exibição é o episódio “Primeiros Contatos”, da série “Índios no Brasil”.

13ª Primavera dos Museus: Conhecendo os Bastidores

A Primavera dos Museus é uma temporada cultural na qual museus de todo o país, convidados pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), elaboram uma programação especial para o período, em torno de um mesmo assunto. A 13ª edição da ação será realizada de 23 a 29 de setembro e terá como tema “Museus por Dentro por Dentro dos Museus”.

A ideia é promover um encontro mais próximo com os visitantes, que poderão conhecer as exposições e terão acesso aos bastidores do equipamento. Além disso, será desenvolvida uma oficina sobre com o é feita a conservação do acervo, como são organizados e sua influência para exposições e para pesquisa.

VIII ENCONTRO PAULISTA QUESTÕES INDÍGENAS E MUSEUS

“Línguas Indígenas no Oeste Paulista: Aprendizagens, Avanços e Futuro” – Dias 24 e 25/09/2019

A diversidade linguística tem se tornado relevante como patrimônio cultural no Brasil e no mundo. Atualmente, a questão da preservação das línguas indígenas é premente e deve ser tratada nas instituições museológicas que atuam junto a esses povos como algo essencial dentro dos processos desenvolvidos por elas. O Museu, além da função de preservação, aparece como um espaço de difusão e propagação da língua indígena e autoafirmação dos povos indígenas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu 2019 como o Ano Internacional das Línguas Indígenas, e conforme enfatiza Jorge Werthein – ex-representante da UNESCO no Brasil – “Estimular a diversidade linguística significa contribuir para a preservação da identidade cultural das comunidades e oferecer-lhes a oportunidade de recuperar a sua dignidade e liberdade por meio de valores próprios que poderão ser transmitidos para as gerações futuras”.

No Brasil existem, aproximadamente, 150 línguas indígenas. No Oeste Paulista, os maiores grupos indígenas são: Guarani, Kaingang, Krenak e Terena que habitam três Terras Indígenas, sendo elas: T.I. Vanuíre, (Arco-íris) T.I. Icatu (Braúna) e T.I. Araribá (Avaí).

O Oeste Paulista tem observado o surgimento de museus indígenas estabelecidos dentro de suas comunidades. Isso é o reflexo de uma reivindicação dos povos indígenas pela autonomia de suas culturas e pelo direito a memória. Os museus indígenas têm um papel muito importante na preservação da cultura e, consequentemente, da língua. As demandas pelo fortalecimento desses museus reforçam a necessidade de eventos que possibilitem debates e propostas para que isso ocorra. Sendo assim, o Encontro Paulista Questões Indígenas e Museus tem um papel importante a desempenhar nesse cenário.

A preservação de uma língua é fundamental para a manutenção das tradições de um povo. Ao preservar a língua, os povos reafirmam sua conexão com a terra, com os saberes e a ancestralidade. Nesse sentido, o VIII Encontro Paulista Questões Indígenas e Museus pretende discutir as Línguas Indígenas como um direito universal que deve ser reconhecido e defendido, e como os museus podem contribuir para que essas línguas sejam preservadas e valorizadas.

8h30: Abertura da Exposição “Línguas Indígenas – Riqueza e Diversidade”, credenciamento e café

9h: Apresentação de Cântico e Dança do Grupo Kaingang – TI Vanuíre

9h30: Boas-vindas e abertura dos trabalhos com autoridades e lideranças indígenas

10h: Direitos Indígenas – A Língua como Patrimônio Cultural

Com a importância das línguas indígenas em um país com uma diversidade linguística enorme como o Brasil, visamos abordar, nessa apresentação, o que tem sido feito atualmente na legislação e no campo das políticas públicas para reconhecer, preservar e registrar essas línguas.

José Ribamar Bessa Freire, UERJ – RJ

Wilmar D’Angelis, UNICAMP – SP

Marília Xavier Cury, USP

Mediador: Davidson Panis Kaseker

11h: A Experiência e Histórias dos Mais Velhos

Foi comum na história dos povos indígenas de diversos países a ação do Estado na repressão e extinção das línguas. Assim, essa mesa traz experiências de indígenas que viveram os resultados dessa repressão em relatos sobre as tentativas de resgate e revitalização da língua com os seus pais e avós.

Helena Cecílio Damaceno, TI Vanuíre

João Batista de Oliveira, TI Vanuíre

Dirce Lipu Pereira Jorge, TI Vanuíre

Cândido Mariano, TI Icatu

Maria Rita Campos Rodrigues, TI Icatu

Claudete de Camilo Lipú e Gilda Antônio, Aldeia Ekeruá – TI Araribá

Claudino Marcolino e Gleyser Alves Marcolino, Aldeia Nimuendajú – TI Araribá

Mediadora: Tamimi David Rayes Borsatto

12h30: Intervalo para o Almoço

14h: Revitalização da Língua Indígena

Os indígenas transmitem suas línguas para as novas gerações por meio de diversas práticas. Recentemente foram lançados dicionários de alguns povos indígenas do Oeste Paulista (Kaingang, Krenak e Guarani). Também já estão em andamento as ações para que seja lançado um dicionário Terena. A iniciativa desta mesa é apresentar o trabalho desenvolvido pelos participantes do projeto e trazer à luz quais práticas são desenvolvidas por cada povo para a transmissão de sua língua e os resultados alcançados.

Juracilda Veiga, ONG Kamuri

Wilmar D’Angelis, UNICAMP – SP

Magnun Rochel Madruga, UFMG

Fabiana Raquel Leite

Márcio Pedro, Rosimeire Iaiati Indubrasil, Candido Mariano Elias, TI Icatu

Dirce Jorge Lipu Pereira, Susilene Elias de Melo Deodato e Lucilene de Melo, TI Vanuíre

Lidiane Damaceno Cotui, TI Vanuíre

Cledinilson Alves Marcolino, Moisés de Lima Camargo, Lucas Onorio Marcolino e Vanderson Lourenço, Aldeia Nimuendajú – TI Araribá

Mário de Camilo e Gerolino Cézar, Aldeia Ekeruá – TI Araribá

Mediadora: Angelica Fabbri

15h30: Café

16h: Apresentação de Cântico e Dança do Grupo Krenak, TI Vanuíre; e de Dança do Grupo Terena, TI Icatu

18h: Apresentação do CD de Cânticos da E.E.I. Índia Vanuíre

9h: Práticas culturais para ensinar e aprender as línguas indígenas

Apresentação das atividades que são desenvolvidas para o ensino da língua, expondo na prática como é esse processo. Cada grupo trará uma ação que desenvolverá junto com o público do evento, mostrando os avanços e os obstáculos que podem ser encontrados durante o aprendizado.

Lidiane Damaceno Cotui, TI Vanuíre

Adriano Cézar Campos Rodrigues e Edilene Pedro, TI Icatu

Claudete de Camilo Lipú, Aldeia Ekeruá – TI Araribá 

Tiago de Oliveira, Creiles Marcolino da Silva Nunes, Wany Oliveira Marcolino, Clélia Vânia Marcolino da Silva e Samuel de Oliveira Honório, Aldeia Nimuendajú – TI Araribá

Mediadora: Lilian Budaibes Zorato

10h30: Café

11h: A Expectativa dos Jovens

Os jovens indígenas são de extrema importância para a preservação das línguas, pois é a partir deles que elas serão transmitidas para as próximas gerações e o interesse deles é tema relevante para se tratar em um evento que aborde esse assunto. A proposta dessa mesa é mostrar como os jovens entendem a importância da preservação da língua, como tem sido o processo de aprendizagem por parte deles, o que a língua influencia em sua formação cultural e o que esperam para o futuro.

Florentino Júnior, Fabiana, Pedro e Camila Vaiti Pereira da Silva, TI Icatu

Ingrid Damaceno e Gabriel Cecilio Damaceno, TI Vanuíre

Lorena Pio de Camilo, Natália Lipú da Silva e Vandriely Daiane da Silva Pereira, Aldeia Ekeruá – TI Araribá

Kethilin Cristina Marcolino, Larissa Marcolino da Silva, Jamile Marcolino, Elber Cristiano da Silva, Alisson Alves da Silva, Kaliny Akiane Marcolino da Silva Nunes, Jean Carlos Marcolino e William Marcolino da Silva, Aldeia Nimuendajú – TI Araribá

Mediador: Isaltina Santos da Costa Oliveira

12h30: Intervalo para o Almoço

14h: Museus Indígenas na Preservação da Língua

O surgimento dos museus indígenas no Oeste Paulista é resultado da luta dos povos indígenas pela preservação da cultura. É a visão do indígena sobre a museologia. Levando em conta a importância desses museus na preservação da cultura indígena, essa mesa tem por objetivo expor a relação que os museus indígenas têm com a preservação da língua.

Museu Akãm Orãm Krenak: João Batista de Oliveira, Helena Cecílio Damaceno, TI Vanuíre

Museu Nhandé Manduá Rupá: Vanderson Lourenço Cledinilson Alves Marcolino, Aldeia Nimuendajú, TI Araribá

Museu Worikg: Dirce Jorge Lipu Pereira, Lucilene de Melo e Susilene Elias de Melo, TI Vanuíre

Museu de Icatu: Cândido Mariano Elias, Alice, Carlos Roberto Indubrasil, TI Icatu.

Museu de Ekeruá: Gerolino Cézar e Mário de Camilo, Aldeia Ekeruá, TI Araribá

Mediadora: Marília Xavier Cury

16h: Café

16h30: Apresentação de Cânticos e Danças da T.I. Araribá (Nimuendajú e Ekeruá)

17h: A Língua Indígena na Pauta dos Museus

Apresentação dos projetos desenvolvidos pelos museus tradicionais que contribuem para a preservação das línguas indígenas.

José Carlos Levinho, Museu do Índio

Marília Xavier Cury, MAE-USP

Lidiane Damaceno Cotui (E.E.I. Índia Vanuíre), Andressa Anjos de Oliveira e Valquíria Cristina Martins (Museu Índia Vanuíre)

Mediadora: Tamimi David Rayes Borsatto

18h30: Apresentação dos Dicionários Kaingang, Krenak e Guarani

Informações: (14) 3491-2333

Entrada: gratuita

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